28 abril 2026 - 10:30
Hajj: Uma obrigação inescapável que garante a sobrevivência da sociedade islâmica

As condições atuais e as complexidades regionais geraram questionamentos sobre a realização dos rituais do Hajj deste ano. No entanto, as análises mostram que esta grande obrigação, considerada como “o pilar da sustentação da Ummah islâmica”, não pode ser interrompida sob nenhuma circunstância. A Casa de Deus é “Balad Amin” (terra segura) e o país anfitrião garante a sua segurança para preservar a sua credibilidade; da mesma forma que os peregrinos iemenitas realizaram os seus rituais em segurança mesmo no auge da guerra. A decisão das altas instituições governamentais, incluindo o Conselho Supremo de Segurança Nacional, também se baseia na continuidade deste caminho, com a preservação total da segurança e da dignidade dos peregrinos.

Agência Internacional de Notícias Ahlulbayt (ABNA): Meca Mukarrama é descrita nos textos religiosos como a cidade segura. Do ponto de vista diplomático e das relações internacionais, garantir a segurança dos peregrinos não é apenas uma obrigação religiosa, mas um compromisso definitivo do país anfitrião. O governo anfitrião define a sua credibilidade histórica e internacional na gestão desta cerimônia e não a submete a nenhuma crise. A prova mais clara desta afirmação é a presença contínua de peregrinos iemenitas nos últimos anos — peregrinos que, mesmo no auge das condições de guerra com o país anfitrião, realizaram os seus rituais do Hajj com total segurança.

Do ponto de vista sociológico, em situações de crise ou tensão, o fluxo natural da vida não deve ser interrompido. Assim como durante os oito anos da Defesa Sagrada (Guerra Irã-Iraque), programas esperançosos e correntes da sociedade, como o casamento de jovens e as atividades econômicas, continuaram, o Hajj também, como um dos pilares da vida espiritual e um direito social legítimo do povo, não deve sofrer interrupção. A vitalidade de uma sociedade depende da continuidade destes fluxos construtivos.

Para compreender o motivo da importância da continuidade do envio de peregrinos em condições delicadas, é necessário olhar para o lugar incomparável desta obrigação nos textos religiosos. Na jurisprudência (fiqh) e nas narrativas islâmicas, a interrupção geral do Hajj (deixar a Kaaba vazia) é fortemente proibida e são mencionadas graves consequências para ela, tais como:

  • Retirada da sustentação e da firmeza da sociedade: O Sagrado Alcorão, no versículo 97 da Surata Al-Maidah, apresenta a Kaaba como o elemento de sustentação e firmeza das sociedades humanas. A interrupção do Hajj enfraquece os alicerces da coesão e do poder da Ummah islâmica.
  • Obrigação jurídica do governante: De acordo com as regras definitivas da jurisprudência islâmica, se em algum momento o povo, por qualquer motivo, deixar de ir ao Hajj ou não tiver condições financeiras, torna-se obrigatório para o governante religioso utilizar o orçamento público (Bayt al-Mal) para enviar um grupo de pessoas a Meca, de modo que a Casa de Deus nunca fique vazia sob nenhuma circunstância.
  • Aceleração do castigo e retirada das bênçãos: Em diversas narrativas, é enfatizado que abandonar esta obrigação causa a remoção do prazo divino, a descida do castigo e a privação da sociedade de amplas bênçãos materiais e espirituais, como o afastamento da pobreza (1).

Com base nestes fundamentos científicos e religiosos sólidos, e com o planejamento e aprovação do Líder Supremo, a Organização de Hajj e Peregrinação está totalmente preparada, com todas as suas capacidades, para realizar um Hajj digno e honroso. Os peregrinos iranianos podem empreender esta viagem espiritual com total tranquilidade de espírito e, no centro da santidade divina, rezar pela grandeza, segurança e poder do Irã Islâmico.

Nota de rodapé

  1. Majlisi, Muhammad Baqir, Mir’at al-Uqul fi Sharh Akhbar Al ar-Rasul, vol. 17, 2ª ed., Teerã: Dar al-Kutub al-Islamiyyah, 1404 q., p. 154.

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